Segunda-feira, Novembro 25, 2002
Ausente deste diário, porque me dedico à leitura do Dr. Fausto de Thomas Mann e ao descanso de um feriado, entre uma palestra e outra. Mas me pergunto, depois de um fim-de-semana glorioso do futebol dos times que eu amo (Fluminense e Santos, apesar da derrapada do Grêmio - que parou na barricada de um jovem goleiro do Juventude; e a derrocada do Atlético mineiro), por que não ser de vez em quando apenas humano?
Flu ... viver de Memória
Isso "pode parecer ridículo, como a Nélson parecia ridículo desejar o bi-campeonato em 1960.
- Não faz mal! me perdôo: ainda relembrando Nélson Rodrigues: "Ai daquele que não consegue ser jamais ridículo..."
Ontem o Fluminense nos fez de novo sonhar, sem ter vergonha do ridículo. E dá até para repetir à exaustão o velho tricolor, quando se viam os panos das nossas cores, somadas à da cor laranja - que lembra o bairro de origem do esquadrão, decorando a arquibancada do maior do mundo, e provando que "a torcida do Fluminense é a mais doce, a mais iluminada de todas as torcidas do Brasil e do mundo!".
Além de ser a torcida com maior senso estético quando se distribui na arena do espetáculo qual um óleo de Paul Klee.

Escrito por
Adalberto Queiroz às
22:44
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